A crise no grupo Master ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (21). Após a liquidação do Banco Master, o Banco Central decidiu encerrar também as atividades do Will Bank, banco digital que fazia parte do conglomerado. A instituição havia sido poupada inicialmente, mas já operava sob um regime especial de intervenção desde novembro do ano passado.
Fim das operações do banco digital
Embora tenha escapado da primeira medida adotada contra o Banco Master, o Will Bank não conseguiu se manter em funcionamento. À época, a expectativa era de que investidores assumissem o controle da instituição, o que acabou não se concretizando. Mesmo com a tentativa de preservar as operações, o banco digital permaneceu sob administração especial temporária, mecanismo que mantém os serviços ativos, mas afasta os dirigentes da gestão.
No ano anterior à liquidação, o Will Bank chamou atenção pelo investimento elevado em marketing, com aportes estimados entre R$ 120 milhões e R$ 160 milhões em patrocínios na TV Globo. Apesar da visibilidade, os problemas financeiros se agravaram ao longo dos meses seguintes.
Problemas financeiros e interrupção de serviços
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a situação do Will Bank se deteriorou quando a instituição deixou de honrar compromissos com empresas ligadas à cadeia de cartões de crédito. Entre os afetados estaria a bandeira Mastercard, que passou a recusar transações feitas com cartões emitidos pelo banco digital.
Diante do cenário, o Banco Central concluiu que não havia alternativas viáveis para recuperar a instituição. No ato que oficializa a liquidação, o órgão aponta o comprometimento da saúde financeira, a insolvência e o vínculo direto com o Banco Master como fatores determinantes para a decisão.
Impacto para clientes e investidores
Com o encerramento das atividades, a principal preocupação recai sobre os clientes que mantinham investimentos no Will Bank. O Fundo Garantidor de Créditos ficará responsável por ressarcir valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para aplicações como CDBs e outros títulos cobertos.
Cerca de 800 mil investidores devem ser contemplados. De acordo com estimativas, essa pode se tornar a maior operação de pagamento já realizada pelo FGC, encerrando de forma definitiva a atuação do banco digital no mercado financeiro.





