O Botafogo vive mais um capítulo de sua longa crise financeira. Pouco mais de dois anos após iniciar um processo de recuperação extrajudicial, o clube agora entrou com um pedido de recuperação judicial. Desta vez, o pedido envolve diretamente a SAF do Botafogo e dívidas acumuladas durante a gestão de John Textor.
A situação financeira da SAF alvinegra é estimada em pelo menos R$ 1,5 bilhão, sendo cerca de R$ 700 milhões apenas em passivos de curto prazo. Esses valores representam compromissos que precisam ser pagos em um período reduzido.
A estratégia da diretoria é reunir esses débitos em um novo plano de pagamento, que será apresentado aos credores no médio prazo. O processo deve tramitar na mesma Vara Empresarial que já analisa a disputa judicial entre os grupos Eagle e Ares.
Em dezembro de 2023, o Botafogo associativo e a Companhia Botafogo já haviam recorrido à recuperação extrajudicial. Naquele momento, o objetivo era reorganizar uma dívida superior a R$ 400 milhões.
A Justiça do Rio deferiu o pedido e concedeu a suspensão das execuções contra o clube por 90 dias, prazo inicial para a apresentação do plano de pagamento. Apesar do alívio temporário, a medida não foi suficiente para resolver os problemas financeiros do clube.
Crise de John Textor e impactos no futebol
A nova recuperação judicial surge em meio à crise enfrentada por John Textor, que ainda tenta recorrer a empréstimo para manter o controle no Botafogo. O pedido de recuperação judicial pode servir também para enfrentar problemas imediatos, como o transfer ban imposto pela Fifa, que pune o clube com três janelas sem poder registrar jogadores
Em um processo de recuperação judicial, o clube fica impedido de realizar pagamentos fora do que está previsto no plano aprovado pela Justiça, o que pode ajudar a organizar cobranças e evitar novas sanções, situação passada pelo rival Vasco, que conseguiu reverter as punições após recorrer à corte da entidade internacional.





