O Bradesco divulgou nesta quinta-feira (18) que vai distribuir R$ 3 bilhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP) a seus acionistas. O valor corresponde a R$ 0,27014 por ação ordinária e R$ 0,2971 por ação preferencial.
O direito ao benefício será garantido a quem estiver registrado como acionista no dia 29 de setembro. A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados na condição de “ex-juros”, ou seja, sem direito ao recebimento referente a essa distribuição.
Pagamento previsto para 2026
De acordo com o comunicado do banco, o repasse dos valores será feito até 30 de abril de 2026. Os acionistas receberão R$ 0,2296 líquidos por ação ordinária e R$ 0,2525 líquidos por ação preferencial, já com a dedução do Imposto de Renda retido na fonte, fixado em 15%. Estão dispensados dessa cobrança apenas os investidores que possuem isenção prevista em lei.
O pagamento de JCP é uma das principais formas utilizadas pelas empresas brasileiras para remunerar seus sócios e, ao mesmo tempo, otimizar a carga tributária. Para os investidores, representa uma fonte adicional de renda e costuma atrair atenção em momentos de busca por ativos de maior previsibilidade.
Papel segue em carteira recomendada
As ações do Bradesco permanecem entre as preferidas do Itaú BBA em sua carteira de dividendos para o mês de setembro. O portfólio montado pela instituição financeira também conta com papéis da Copel (CPLE6), Marcopolo (POMO4), Direcional Engenharia (DIRR3) e Aura Minerals (AURA33).
A escolha reflete a avaliação dos analistas de que esses ativos apresentam bom potencial de retorno aliado a uma política consistente de distribuição de proventos. Para o Bradesco, o anúncio reforça a estratégia de manter a atratividade para investidores que priorizam fluxo de dividendos no médio e longo prazo.
Contexto do mercado
O anúncio acontece em um momento de instabilidade nos mercados financeiros, em que os investidores têm buscado proteção em ativos considerados sólidos. Bancos de grande porte, como o Bradesco, figuram entre os mais procurados por sua tradição no pagamento de proventos e pela relevância no sistema financeiro nacional.






