Quem possui imóveis registrados no próprio nome está recebendo alertas de cartórios em diversas regiões do país. O motivo é o aumento de tentativas de golpes envolvendo documentos imobiliários, nos quais criminosos buscam simular transações verdadeiras para enganar proprietários e compradores.
Em alguns casos, os fraudadores criam documentos falsos que imitam escrituras e autorizações oficiais, e até conseguem acessar dados das propriedades e se passam pelos verdadeiros donos para tentar intermediar as vendas.
Os idosos são os principais alvos dessas fraudes, muitas vezes por meio de contatos que os induzem a assinar documentos sem saber do que se trata. Diante disso, novas medidas incentivadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) buscam ampliar a proteção patrimonial, permitindo que os idosos definam previamente quem poderá administrar seus bens em situações futuras de incapacidade.
Riscos para quem compra
Transações feitas com base em documentação fraudulenta não possuem validade jurídica, isso significa que o comprador pode perder o valor investido e ainda enfrentar um longo processo para tentar reaver o prejuízo. Por isso, a verificação prévia de toda a documentação é indispensável antes de qualquer negociação.
Recomendações para evitar prejuízos
Uma das recomendações é desconfiar de propostas com preços muito abaixo do mercado e que devem ser fechadas com muita urgência. Outro ponto importante é confirmar a autenticidade da matrícula do imóvel diretamente no cartório e utilizar apenas canais oficiais para qualquer consulta ou pagamento.






