Desde fevereiro, milhões de brasileiros têm percebido impacto em seu orçamento mensal, impulsionado pelo acréscimo de R$ 103 decorrente do reajuste do salário mínimo. E é importante lembrar que esses efeitos não se restringem apenas aos trabalhadores.
Afinal, o novo valor de R$ 1.621, que representa um aumento de cerca de 6,79% sobre o montante anterior, também foi adotado por outros benefícios, como os administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Com isso, recursos como aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) passaram a ter o valor de R$ 1.621 como seu novo piso, garantindo aos beneficiários um pagamento mais alinhado com a realidade atual.
Inclusive, essa não foi a única mudança que o reajuste causou ao BPC, já que o limite de renda exigido para garantir o direito ao benefício também foi atualizado, subindo para R$ 405,25.
Isso porque a regra geral do benefício estabelece que a renda familiar per capita dos contemplados deve ser de até 1/4 do salário mínimo. Com o reajuste, cidadãos com rendimentos próximos a esse limite passam a ter maior possibilidade de acesso ao programa.
Como receber o BPC: regras para garantir o pagamento mensal
Vale ressaltar que o limite de renda é apenas um dos critérios do BPC, que atua como uma espécie de “aposentadoria assistencial”. Para garantir o pagamento mensal concedido pelo benefício, indivíduos interessados ainda precisam atender às seguintes exigências:
- Ter 65 anos ou mais ou possuir deficiência comprovada por avaliação;
- Estar inscrito e com os dados atualizados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico);
- Ter CPF regular;
- Possuir registro biométrico válido.
Para solicitar o benefício, basta entrar em contato com a autarquia por meio do telefone 135, comparecer a uma agência da Previdência Social ou utilizar o aplicativo ou site “Meu INSS” e seguir as orientações específicas de cada canal.






