Os motoristas brasileiros começaram 2026 enfrentando uma nova alta no custo do seguro automotivo. Um levantamento divulgado pela corretora Creditas mostrou que as apólices tiveram aumento médio de 10% para homens e 6% para mulheres apenas no primeiro trimestre do ano.
Entre os carros mais vendidos do país, o BYD Dolphin Mini apareceu como o modelo com seguro mais caro da lista. Segundo o estudo, homens pagam em média R$ 3.890,91 pela cobertura do hatch elétrico chinês, enquanto o custo médio para mulheres chega a R$ 4.311,27 em âmbito nacional.
O aumento nos preços dos seguros acompanha o crescimento da presença de carros eletrificados no mercado brasileiro. Além do alto valor das peças e da tecnologia embarcada, seguradoras também passaram a recalcular os riscos financeiros envolvendo modelos elétricos, especialmente aqueles com grande volume de vendas e reposição ainda limitada no país.
Na outra ponta do ranking, o Hyundai HB20 Sense Plus 1.0 foi apontado como a opção mais econômica entre os veículos analisados. O seguro custa, em média, R$ 2.050,27 para homens e R$ 2.431,74 para mulheres. Já o Volkswagen Polo Comfortline TSI, atual líder entre os carros de passeio mais vendidos do Brasil, apresenta valores médios de R$ 2.434,74 e R$ 2.766,50, respectivamente.
Alta no seguro preocupa consumidores em 2026
Especialistas apontam que o aumento no valor das apólices está diretamente ligado à elevação dos custos de reparo, peças e mão de obra no setor automotivo. O crescimento das vendas de veículos eletrificados também influencia os reajustes, já que esses modelos possuem componentes mais caros e exigem oficinas especializadas para manutenção.
Outro fator que pesa no bolso dos brasileiros é a diferença regional nos preços do seguro. Em algumas cidades, como Belo Horizonte, os reajustes chegaram a ultrapassar 24%, refletindo índices maiores de roubo, furto e acidentes. Com isso, muitos consumidores passaram a incluir o valor do seguro como fator decisivo antes de comprar um carro novo.






