Mossoró, no Rio Grande do Norte, se consolidou como a capital do melão no Brasil. A cidade nordestina se tornou referência no agronegócio graças às condições climáticas favoráveis e ao forte investimento em exportação. Em algumas fazendas da região, a produção chega à marca impressionante de um milhão de melões colhidos em apenas um único dia.
A safra do melão no estado começa no mês de junho e movimenta uma ampla cadeia produtiva voltada principalmente para o mercado internacional. O ciclo completo da fruta dura cerca de 65 dias entre plantio e colheita. Por causa do clima seco e das características da região, os produtores conseguem realizar até duas safras por ano.
Grande parte da produção de Mossoró é destinada à exportação para países da Europa e também para o mercado chinês. Já os frutos que não atingem o padrão exigido pelos grandes compradores internacionais costumam abastecer o mercado interno e países vizinhos, como Argentina e Chile. Atualmente, entre 20% e 30% da produção permanece no Brasil.
Os números mostram a força da cidade no setor agrícola. Segundo dados do IBGE, Mossoró possuía mais de 8 mil hectares destinados ao plantio de melão e produziu cerca de 224 mil toneladas da fruta em um único ano. O volume é mais de três vezes superior ao da segunda colocada no ranking nacional, consolidando o município potiguar como o maior polo produtor de melão do país.
Clima do Rio Grande do Norte favorece produção em larga escala
As condições climáticas do interior potiguar ajudam a explicar o sucesso da produção de melão na região. O clima quente, a baixa incidência de chuvas em determinados períodos e o solo favorável criam um ambiente ideal para o cultivo da fruta com alta qualidade e produtividade.
Além de Mossoró, outras cidades do Rio Grande do Norte também aparecem entre as maiores produtoras de melão do Brasil, como Tibau, Apodi e Baraúna. Juntas, essas regiões fortaleceram o estado como uma das principais potências agrícolas do Nordeste voltadas para exportação.






