Um ciclone extratropical está se formando próximo à costa do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e deverá provocar chuvas intensas, ventos de alta velocidade e potencial para granizo entre segunda-feira (24) e terça-feira (25). A situação se observa após a passagem de uma área de baixa pressão pelo Brasil Central, que servirá de base para o sistema.
O fenômeno pode gerar rajadas de vento que se aproximam de 100 km/h, especialmente nas áreas litorâneas e na Zona da Mata Mineira. Esse cenário aumenta o risco de queda de árvores, destelhamentos e transtornos no campo e nas zonas urbanas.
Regiões sob maior risco e impactos esperados
As zonas mais vulneráveis ao ciclone são o litoral do Rio de Janeiro, a Zona da Mata Mineira, a região serrana do RJ, o extremo leste de Minas Gerais e o sul do Espírito Santo. Nessas áreas, os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros em curto intervalo, elevando as chances de enchentes, alagamentos e deslizamentos. Além disso, o granizo pode causar danos significativos a lavouras, como cafés em fase de florada.
Nos estados do Sul e Centro-Oeste, a instabilidade também está reforçada, com temporais previstos e ventos intensos — fatores que exigem atenção dos produtores rurais e da população local.
Como se preparar e o que monitorar
Diante das condições previstas, especialistas recomendam aos moradores e responsáveis agrícolas o seguinte: evitar atividades ao ar livre em momentos críticos; proteger veículos, estruturas leves e objetos soltos que podem ser impulsionados pelo vento; monitorar as condições por meio de alertas da Defesa Civil; e direcionar atenção ao solo e à drenagem, considerando que o volume de chuva concentrado em poucas horas tende a causar mais prejuízos.
As previsões também indicam que o fenômeno terá maior impacto no início da semana, sendo crucial manter os dispositivos de alerta ativos. Produtores e moradores devem se antecipar, pois ações preventivas podem fazer a diferença diante de tempestades intensas.






