O município de Anhanguera, localizado no sul de Goiás, voltou a registrar queda populacional em 2025. Com apenas 44 km² de área territorial, a cidade é a menor do estado e também a que reúne o menor número de habitantes.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população local caiu de 921 para 913 moradores entre 2024 e 2025 — redução de oito pessoas em apenas um ano.
Fundada por turmeiros, sírios e libaneses atraídos pela antiga Estrada de Ferro Goiás, a comunidade se tornou distrito de Cumari em 1948 e conquistou autonomia administrativa cinco anos depois. Hoje, a cidade é reconhecida pela tranquilidade e pelo acolhimento dos moradores, mas o título de “menor cidade de Goiás” traz também um alerta: a ameaça de esvaziamento demográfico.
Duas décadas sem registros de nascimento
Um dado que chama ainda mais atenção é a ausência de novos moradores nascidos no município. Segundo a prefeitura, o último parto registrado em Anhanguera ocorreu em 2003. A jovem Lidiane Aparecida, hoje com 21 anos, foi a última a nascer na cidade.
O cenário se explica pela infraestrutura limitada: o município conta apenas com uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Assim, gestantes precisam se deslocar para cidades vizinhas, como Catalão, para realizar partos.
Futuro incerto para a comunidade
Com menos de mil habitantes e sem registros de nascimentos há 20 anos, Anhanguera enfrenta um desafio crescente: manter sua população e assegurar serviços básicos à comunidade.
Especialistas apontam que a situação de cidades como Anhanguera reflete os efeitos do êxodo rural e da falta de oportunidades em municípios de pequeno porte. Sem políticas públicas voltadas à atração de jovens e à geração de empregos, localidades históricas do interior correm o risco de desaparecer nas próximas décadas.






