Em cidades do sertão, especialmente em estados como Paraíba, Maranhão, Pernambuco, Ceará e Piauí, é possível comprar uma casa por valores que não chegam a R$ 130 mil. Trata-se de oportunidades de compra de imóveis acessíveis, mas que também possuem limitações importantes.
Casas que custam menos que um carro popular
Em municípios de médio e pequeno porte, imóveis residenciais aparecem na faixa de R$ 50 mil a R$ 120 mil. Um exemplo é Patos, no Sertão paraibano, onde o preço médio de uma casa gira em torno de R$ 120 mil. O aluguel de um imóvel com três quartos pode sair mais barato do que um conjugado em João Pessoa.
Situação semelhante ocorre no Maranhão, em cidades como Açailândia, Imperatriz, Caxias, Codó e Balsas. Nessas localidades, casas são encontradas entre R$ 55 mil e R$ 90 mil, reflexo de um custo de vida até 26% abaixo da média nacional e de uma demanda imobiliária mais baixa.
No entanto, especialistas alertam para uma realidade que precisa ser levada em consideração: economia local mais fraca, menos oportunidades de emprego e, em alguns polos, criminalidade elevada.
Pernambuco, Ceará e os polos regionais
No interior de Pernambuco, em municípios como Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira estão imóveis que custam cerca de R$ 30 mil e R$ 55 mil. Embora o custo de vida seja menor que 30%, a infraestrutura é limitada, e a região tem a menor oferta de empregos formais e rede de saúde mais restrita.
Já cidades consideradas polos regionais, como Crato, Juazeiro do Norte e Caruaru, oferecem melhor equilíbrio entre preço e estrutura. Nesses locais, casas costumam custar entre R$ 65 mil e R$ 80 mil.
Piauí concentra os preços mais baixos
Os valores mais impressionantes aparecem no Piauí. Em cidades pequenas e isoladas, há imóveis anunciados entre de R$ 10 mil a R$ 25 mil, como em Lagoa do Barro do Piauí, Júlio Borges e Manoel Emídio.
Vale a pena morar onde tudo é barato?
Apesar do apelo financeiro, especialistas alertam para o “custo invisível” dessas escolhas: distância de hospitais, menos opções de ensino, vida social limitada e mercado de trabalho restrito. Para aposentados, trabalhadores remotos ou quem busca tranquilidade, o interior do Nordeste pode ser uma alternativa viável, mas a decisão exige cautela.





