A Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, também conhecida como Usina de Itaparica, mudou o futuro da cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco. Com quase 37 mil habitantes, o município, que fica a mais de 400 quilômetros de distância da capital Recife, ficou popularmente conhecida como “Atlântida Brasileira” e é conhecida pelos atrativos turísticos.
Petrolândia foi inundada em 1988, situação que fez com que os então moradores saíssem das casas, abandonassem o comércio e todas as construções que atualmente estão submersas pela água no município sertanejo. A chamada “nova Petrolândia”, que recebeu a população deslocada, começou a ser erguida naquele período às margens da BR-316.
O apelido “Atlântida Brasileira” remete à famosa lenda da ilha submersa presente na mitologia ocidental. Hoje, o município atrai visitantes interessados em conhecer a história de Petrolândia e as ruínas da antiga cidade, que permanece submersa nas águas do Rio São Francisco.
Entre os principais atrativos turísticos estão a igreja submersa dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, a Ilha de Rarrá e a Praia do Sobrado. No local, é possível fazer passeios de catamarã, expedições guiadas e mergulhos para se aventurar entre as ruínas da antiga cidade.
Contexto da construção
- Objetivo principal: ampliar a capacidade de geração de energia do Nordeste e regularizar a vazão do rio São Francisco, garantindo abastecimento para outras hidrelétricas a jusante.
- Período: a obra começou em 1980 e durou cerca de oito anos.
- Estrutura: barragem de concreto e enrocamento com mais de 4 km de extensão, formando o Lago de Itaparica, com área de aproximadamente 828 km².
- Capacidade: potência instalada de 1.479 MW, com 6 unidades geradoras.
Impactos e consequências
- Deslocamento populacional: mais de 40 mil pessoas foram reassentadas em áreas rurais e urbanas, muitas delas comunidades ribeirinhas e indígenas.
- Alterações ambientais: inundação de terras férteis, mudanças na fauna e flora e modificação da dinâmica do rio.
- Transformações econômicas: impulsionou a geração de energia, mas também trouxe desafios na adaptação das populações deslocadas.






