Até pouco tempo, manter a pressão em 12 por 8 mmHg era sinônimo de equilíbrio cardiovascular. Mas, segundo as novas recomendações divulgadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), esse número não é mais considerado ideal. Agora, ele passa a ser classificado como pré-hipertensão, servindo como alerta para quem deseja evitar complicações no futuro.
O que muda para quem está nessa faixa
Estar em pré-hipertensão não significa precisar de tratamento imediato com remédios, mas sim de ajustes no estilo de vida. Os especialistas orientam adotar uma rotina mais saudável: praticar atividade física, controlar o peso, priorizar noites bem dormidas, reduzir o consumo de álcool, evitar o cigarro e buscar estratégias para aliviar o estresse. Além disso, manter acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar possíveis alterações.
Razões da atualização das diretrizes
A mudança se baseia em pesquisas que apontam risco maior de desenvolver hipertensão e doenças cardíacas em pessoas que apresentam pressão entre 120 e 139 mmHg (sistólica) e 80 a 89 mmHg (diastólica). A definição de hipertensão, no entanto, permanece inalterada: quando os valores chegam a 14 por 9 mmHg ou mais.
Novos parâmetros para o colesterol LDL
As diretrizes também revisaram os limites para o colesterol ruim, o LDL, um dos principais fatores associados a infartos e acidentes vasculares cerebrais. Para quem tem baixo risco cardiovascular, a recomendação é manter o índice abaixo de 115 mg/dL. Entre 115 e 144 mg/dL, o ajuste alimentar deve ser a prioridade, com acompanhamento profissional. Já em casos acima de 145 mg/dL, os médicos podem indicar o uso de medicamentos.
Prevenção como prioridade
Com as novas metas, a SBC pretende incentivar diagnósticos mais precoces e estimular mudanças no estilo de vida antes que a pressão ou o colesterol atinjam níveis perigosos. A ideia é reduzir a incidência de doenças cardiovasculares e garantir mais qualidade de vida para os brasileiros.






