No último sábado (2), passageiros que aguardavam para viajar com a companhia aérea low-cost Spirit Airlines foram surpreendidos não apenas com o cancelamento de voos, mas também com a confirmação da suspensão total das operações da empresa.
Emitido durante a madrugada, o comunicado oficial da companhia orientou os passageiros com viagens agendadas a não comparecerem aos aeroportos, já que todos os voos seriam cancelados em razão do ocorrido.
Vale lembrar que o conselho de administração da Spirit Airlines chegou a realizar uma reunião em 1º de maio na tentativa de evitar a falência da companhia. Apesar disso, o desfecho demonstra que não houve acordo entre as partes.
Com a falência, o processo de encerramento ordenado das operações, que inclui a devolução de aeronaves e demissão em massa de funcionários, foi oficialmente iniciado. Enquanto isso, empresas como a Frontier Airlines e United Airlines articulam formas de atender os passageiros prejudicados.
Falência de companhia áerea é reflexo da crise energética global
Conforme divulgado pelo portal BNews, o encerramento das atividades da Spirit Airlines já simboliza a primeira grande quebra da aviação comercial associada aos impactos da guerra no Irã.
Isso porque, assim como aconteceu com a gasolina e o diesel, o preço do combustível de aviação também disparou por conta da crise energética global, instaurada por ações como bloqueios no Estreito de Ormuz, que é uma rota crucial para transporte de petróleo.
Com isso, enquanto algumas companhias aéreas se viram obrigadas a elevar os preços das passagens para tentar lidar com os novos custos, outras, como a Spirit, acabaram não resistindo e foram obrigadas a encerrar suas atividades.
O cenário atual parece pesar especialmente sobre empresas de baixo custo, como a própria Spirit. Sendo assim, caso o cenário continue se agravando, o setor aéreo poderá continuar assistindo ao fechamento de outras companhias nos próximos meses.






