A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta semana uma ação contra um ex-gerente do Banco do Brasil suspeito de participar de um esquema de empréstimos irregulares que teria causado um rombo superior a R$ 18 milhões na instituição. Além dele, a esposa e um sócio também foram incluídos como investigados.
Bens de luxo apreendidos
A operação, chamada “Porta Giratória”, foi conduzida pela 3ª Delegacia de Combate à Lavagem de Dinheiro. Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao trio, os agentes encontraram relógios de alto valor, entre eles cinco da marca Rolex, além de documentos que podem reforçar a acusação. O Judiciário ainda determinou o bloqueio de bens e valores, medida que tem como objetivo assegurar o ressarcimento futuro ao banco.
Fraudes descobertas em auditoria
As investigações começaram após uma auditoria interna do Banco do Brasil. O levantamento apontou que o ex-gerente liberou cerca de 70 operações de crédito de forma fraudulenta, beneficiando ao menos 24 empresas de fachada. Em troca, ele e a esposa teriam recebido aproximadamente R$ 1,5 milhão diretamente de duas dessas companhias.
O suposto consultor financeiro envolvido no caso é tratado como peça-chave no esquema. Segundo a polícia, ele teria recebido R$ 1,27 milhão de dez empresas investigadas e, posteriormente, repassado grande parte desse dinheiro ao casal.
Ligação com a carreira no banco
O ex-funcionário trabalhou como gerente de relacionamento entre 2019 e o fim de 2024, quando foi desligado por justa causa. Para os investigadores, a demissão está diretamente relacionada às irregularidades descobertas. A Polícia Civil segue apurando para identificar possíveis novos participantes e rastrear todo o caminho do dinheiro desviado.






