Na última sexta-feira (13), a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) acionou a Polícia Federal para denunciar ameaças de morte e mensagens com ofensas de cunho preconceituoso que ela teria recebido em seu e-mail no período da manhã.
Nos textos enviados, o criminoso afirma que a “pele” da parlamentar “suja o Congresso Nacional” e ainda a define como “escória racial inferior” e “selvagem”, sendo estas declarações que configuram a prática explícita de racismo.
O infrator também atacou a atuação de Talíria como parlamentar, proferindo diversas críticas a seu trabalho em defesa de leis que garantem cotas raciais e os direitos da população LGBTQIAPN+, classificando essas pautas como “discursos de vítima”.
Por fim, o autor da mensagem ainda descreveu um suposto plano para assassinar a deputada, afirmando saber diversas informações sobre ela, como seu endereço e cidade natal, e afirmou que cumpriria “cada detalhe” do que descreveu caso Talíria não renuncie ao seu cargo.
Conforme divulgado pelo portal Folha de Pernambuco, em entrevista, Talíria afirmou que as ameaças fazem parte de uma “tentativa sistemática de fragilizar a potência dos nossos mandatos” e destacou confiar no trabalho da PF para investigar o caso.
Intimidações à deputada ocorrem há anos
Talíria também ressaltou que essa não é a primeira vez que recebe esse tipo de mensagem. Segundo a parlamentar, ameaças e intimidações têm se repetido ao longo dos últimos sete anos.
Vale lembrar inclusive que, em 2024, quando ela concorreu à prefeitura da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, Talíria já havia recebido dezenas de ameaças e chegou até mesmo a se reunir com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Cármen Lúcia, para falar sobre o tema.
A parlamentar ressaltou que, embora diversos inquéritos já tenham sido abertos, muitos continuam sem resolução até os dias de hoje. Por conta disso, além de registrar a nova denúncia, ela ainda solicitou a realização de uma audiência com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.






