O governo paulista bateu o martelo nesta quinta-feira (26) ao definir o vencedor da Parceria Público-Privada para erguer o novo centro administrativo estadual. O leilão foi realizado na sede da B3, na capital paulista.
Quem apresentou a proposta mais vantajosa foi o Consórcio MEZ-RZK Novo Centro. O grupo ofereceu desconto de 9,62% sobre a contraprestação mensal estipulada em R$ 76,6 milhões. A redução garantiu a vitória na disputa, que também contou com o consórcio Acciona-Construcap.
Quem forma o consórcio vencedor?
O bloco empresarial é composto por cinco companhias. Integram o consórcio a Zetta Infraestrutura e Participações (20%), M4 Investimentos e Participações (20%), Engemat (20%), RZK Empreendimentos Imobiliários (37,5%) e Iron Property Ltda (2,5%).
Entre elas, a Zetta participa da concessionária Via Brasil BR-163, responsável pela gestão de um dos principais trechos da rodovia federal no chamado Arco Norte, entre Mato Grosso e Pará.
Já o grupo adversário reunia a multinacional espanhola Acciona e a Construcap. A Acciona atua nas obras e na futura operação da Linha 6-Laranja do metrô paulistano, dividindo participação com a parceira brasileira.
Nova sede no Centro
O empreendimento será instalado no bairro de Campos Elíseos e substituirá o Palácio dos Bandeirantes como sede administrativa. A proposta é concentrar órgãos hoje espalhados por mais de 40 endereços na capital.
O complexo terá sete edifícios e dez torres, com capacidade para receber cerca de 22 mil servidores. Ao todo, serão 250 mil metros quadrados de área construída. Desse total, 25 mil metros quadrados serão destinados a comércio e serviços.
Investimento e impacto urbano
O projeto prevê aporte de R$ 6 bilhões. Desse montante, R$ 3,4 bilhões virão do poder público e R$ 2,6 bilhões da iniciativa privada. A estimativa é gerar 38 mil empregos durante as obras e outros 2,8 mil postos formais após a conclusão.
Além da centralização administrativa, a gestão estadual aposta na revitalização da região central. O plano inclui restauração de 17 imóveis tombados e ampliação superior a 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel.
Também será necessária a transferência do Terminal Princesa Isabel para a Avenida Cásper Líbero, nas proximidades da Estação da Luz. O projeto prevê desapropriações e mudanças urbanísticas para viabilizar a implantação do novo polo administrativo.
Caro leitor,O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.






