Após ter sofrido um duro golpe por conta de problemas como o colapso do Grupo EBX e dos problemas judiciais que enfrentou em 2017, o empresário Eike Batista parece ter encontrado a solução que o levará para o topo novamente no mercado dos combustíveis.
Isso porque, há alguns anos, ele vem se dedicado a explorar inovações no setor. Nesse processo, ele idealizou um projeto promissor que apresenta potencial para transformar completamente as matrizes energética e industrial do Brasil.
Trata-se de um investimento na criação de uma variedade genética de cana-de-açúcar, que passou a ser chamada de “supercana” por conta das vantagens que pode oferecer para o segmento de combustíveis sustentáveis.
Testes experimentais, que vêm sendo realizados no Rio de Janeiro, revelaram que, diferente da matéria-prima tradicional, a “supercana” é capaz capaz de gerar até três vezes mais etanol por hectare e entre sete e doze vezes mais biomassa.
Por conta disso, ela consegue derrubar custos de produção e ainda elevar a competitividade do biocombustível. Em um momento de forte instabilidade no mercado de energia, essa atuação torna-se essencial.
Novo projeto de Eike Batista divide o mercado
Em suas redes sociais, Eike Batista afirmou ter garantido um aporte de US$ 500 milhões de investidores árabes para sua nova empresa, a BRXe, que ficará responsável por administrar diversas etapas do projeto da “supercana”.
Entretanto, as projeções e as perspectivas de expansão não parecem ter sido suficientes para entusiasmar a indústria sucroenergética, tendo em vista que representantes do setor demonstraram receio em aderir à novidade.
A desconfiança se deu principalmente pelo histórico de falhas de projetos semelhantes, surgidas principalmente por conta da dificuldade de viabilidade econômica em larga escala. Apesar disso, Eike continua ativamente envolvido com o projeto e parece estar disposto a encarar todos os desafios para comprovar a eficácia da “supercana” para o mercado nacional.






