A cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, deu início à construção de um empreendimento turístico de grandes proporções que promete redesenhar o mapa do lazer na região. Com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão, o projeto ocupará uma área de 205 hectares entre Gramado e o Parque do Caracol, em Canela. O espaço é maior do que os parques Ibirapuera e Villa-Lobos juntos e corresponde a cerca de metade da extensão do Central Park, em Nova York. As informações dão do G1.
Pelo porte do complexo, as obras serão executadas por etapas, ao longo de vários anos, com previsão de entrega da primeira fase em 2027.
Resort, esqui e estrutura inédita no país
A etapa inicial prevê a implantação do Resort Club Med, que funcionará como âncora do projeto. Estão previstos 250 quartos, centro de convenções, espaço dedicado a casamentos, além de 20 residências unifamiliares colocadas à venda. Um dos destaques é a pista de esqui ao ar livre, anunciada como a primeira do tipo no Brasil e, quando concluída, a maior da América Latina.
De acordo com os responsáveis, os trabalhos ambientais começaram em outubro, incluindo terraplenagem e organização do canteiro de obras. A fase de fundações está programada para janeiro de 2026. Todo o projeto já recebeu aval da Fundação Estadual de Proteção Ambiental.
Projeto aposta em sustentabilidade e uso misto
O planejamento inclui sistemas de saneamento, manejo de águas pluviais e ações voltadas à segurança hídrica. Além da hotelaria, o complexo reunirá áreas abertas ao público, com integração à paisagem natural da região.
Entre os equipamentos previstos estão parque de arvorismo, trilhas ecológicas, jardim botânico, orquidário, spa, piscina coberta, salas de yoga e espaços de convivência. O projeto também reserva áreas para hospital, heliponto, chocolateria artesanal, fábrica de sorvetes, restaurantes temáticos e adega com vinhos locais.
Idealização e impacto econômico
O empreendimento é financiado por Dody Sirena, conhecido por sua atuação no mercado de entretenimento e por ter sido empresário de Roberto Carlos por três décadas. A proposta, segundo os idealizadores, combina turismo, lazer e mercado imobiliário em um modelo de longo prazo.
A expectativa é de que o complexo gere até 19 mil empregos diretos e indiretos ao longo de todas as fases, além de fortalecer a economia local, ampliar a arrecadação e atrair visitantes internacionais para a Serra Gaúcha.






