Mesmo sendo o país com a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, a Venezuela aparece pouco quando o assunto é grandes fortunas individuais. Em meio a um cenário econômico instável e anos de crise, apenas um nome do país figura entre os bilionários globais. E, curiosamente, sua riqueza não tem relação direta com o setor petrolífero.
Juan Carlos Escotet construiu seu patrimônio no sistema financeiro. Ele é o fundador do Banesco, banco de atuação internacional que nasceu em Caracas e se expandiu para outros mercados, tornando-se um dos principais grupos financeiros da América Latina e da Europa.
Fortuna bilionária fora do setor de energia
Segundo estimativas da revista Forbes, Escotet acumula um patrimônio líquido de aproximadamente US$ 7,4 bilhões, valor que gira em torno de R$ 40 bilhões. Com esse montante, ele aparece por volta da 430ª colocação no ranking mundial de bilionários.
Para efeito de comparação, no Brasil, empresários bastante conhecidos do varejo e do setor financeiro aparecem com fortunas menores. Luciano Hang, por exemplo, fundador da rede Havan, tem um patrimônio estimado em pouco mais de R$ 11 bilhões.
Crescimento acelerado em apenas um ano
O avanço da fortuna de Escotet chama atenção pela velocidade. Em 2024, seu patrimônio era calculado em cerca de R$ 20 bilhões. Em apenas um ano, o valor praticamente dobrou, impulsionado pela expansão internacional do Banesco.
Entre os movimentos estratégicos mais relevantes está a compra das operações do banco francês Crédit Mutuel na Espanha, o que fortaleceu ainda mais a presença do grupo no mercado europeu e ampliou sua relevância global.
Como ele se compararia aos bilionários brasileiros
Se fosse incluído em uma lista conjunta com os bilionários do Brasil, Juan Carlos Escotet ocuparia uma posição de destaque. Ele ficaria próximo de nomes tradicionais do sistema financeiro nacional, como executivos ligados a grandes bancos e grupos de investimento.
Nesse cenário hipotético, o venezuelano figuraria entre os seis maiores patrimônios, ao lado de empresários como Eduardo Saverin, Jorge Paulo Lemann e André Esteves. O dado reforça não apenas a dimensão de sua fortuna, mas também o peso do setor financeiro na formação de grandes riquezas na América Latina.






