Dois nomes conhecidos do empresariado brasileiro voltaram a chamar atenção por motivos bem diferentes. De um lado, há quem tente retomar espaço após anos longe dos grandes negócios, como Eike Batista. Do outro, uma trajetória que segue avançando, mesmo após décadas de atuação no mercado, com resultados que continuam crescendo.
Os movimentos recentes desses empresários mostram caminhos distintos dentro do mesmo cenário econômico. Enquanto um aposta em projetos ambiciosos para reconstruir sua imagem, a outra consolida uma posição já sólida, com patrimônio elevado e influência direta nos rumos de uma das maiores varejistas do país.
Eike Batista aposta em novo projeto para erguer outro grande negócio
Depois de um longo período afastado dos holofotes, Eike Batista voltou a ganhar espaço ao anunciar um novo investimento de grande porte. Conhecido por ter liderado um dos maiores impérios empresariais do Brasil nos anos 2000, ele agora tenta recomeçar com um plano focado em energia limpa e sustentabilidade.
O centro dessa nova aposta é a chamada supercana, uma variedade de cana-de-açúcar desenvolvida por meio de melhoramento genético. A proposta é aumentar de forma significativa a produção de etanol e biomassa por hectare, reduzindo custos e impactos ambientais. O projeto já está em fase de testes em uma usina localizada em Araras, no interior de São Paulo, e recebeu um aporte inicial estimado em 500 milhões de dólares.
Entre os diferenciais da supercana estão o crescimento mais rápido e a capacidade de gerar até o dobro de biomassa em comparação às variedades tradicionais. Isso permite não apenas ampliar a produção de biocombustíveis, mas também criar materiais biodegradáveis, como embalagens sustentáveis. Investidores nacionais e estrangeiros, incluindo fundos de Abu Dhabi e o grupo Brasilinvest, demonstraram interesse na iniciativa.
Apesar do entusiasmo, o plano enfrenta desafios. Diferenças de solo e clima no Brasil exigem ajustes constantes no cultivo, além do alto custo de máquinas específicas para a colheita. Mesmo assim, a expectativa é iniciar o plantio experimental de dezenas de hectares ainda em 2025 e expandir o projeto até 2031, com potencial de gerar milhares de empregos.
Luiza Helena Trajano mantém crescimento e amplia sua fortuna com o Magalu
Enquanto Eike tenta reconstruir um império, Luiza Helena Trajano segue colhendo os frutos de uma trajetória marcada por crescimento contínuo. Nascida em Franca, no interior de São Paulo, ela começou a trabalhar ainda jovem na pequena loja da família que, com o tempo, se transformaria na Magazine Luiza, uma das maiores redes varejistas do Brasil.
Formada em Direito, Luiza passou por diferentes funções dentro da empresa antes de assumir a liderança no início dos anos 1990. A partir daí, conduziu uma série de mudanças que modernizaram o negócio, como a criação das primeiras lojas virtuais, grandes campanhas promocionais e uma forte expansão para outros estados. O avanço digital ganhou ainda mais força nos anos 2000, com o lançamento do e-commerce e a compra de outras marcas importantes.
A entrada da Magazine Luiza na bolsa, em 2011, marcou uma nova fase. Com capital para investir, a empresa ampliou aquisições, fortaleceu a logística e integrou lojas físicas e digitais. Sob a liderança de seu filho, Frederico Trajano, a partir de 2016, o valor de mercado da companhia se multiplicou rapidamente, impulsionado pela transformação digital e pela estratégia de marketplace.
Mesmo fora da presidência executiva, Luiza segue como presidente do Conselho de Administração e mantém influência direta nas decisões da varejista. Sua fortuna, que já era bilionária, cresceu ainda mais nos últimos anos, acompanhando a valorização da empresa e a expansão do grupo, que hoje reúne milhares de funcionários, centenas de lojas físicas e diversas marcas digitais.
Além dos números, Luiza também se destaca por sua atuação social e apoio a pequenos empreendedores, reforçando uma imagem de liderança empresarial sólida. Assim, enquanto um empresário tenta voltar ao topo com um novo projeto, ela continua ampliando patrimônio e relevância, mostrando a força de um modelo de crescimento consistente ao longo do tempo.





