A Polícia Federal deflagrou, a segunda etapa da Operação Farra Brasil 14, voltada a apurar um esquema de desvios milionários ligados ao aplicativo Caixa Tem. A ofensiva contou com o apoio da Corregedoria da Caixa Econômica Federal e da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude.
Durante a ação, seis ordens de prisão preventiva foram cumpridas em Niterói, São Gonçalo e Cachoeiras de Macacu, municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Um funcionário da Caixa foi surpreendido em flagrante após modificar os dados de aproximadamente 150 correntistas, operação que teria causado um rombo superior a R$ 600 mil. O servidor foi conduzido ao sistema prisional e vai responder por inclusão de informações falsas em sistema de dados, permanecendo à disposição da Justiça do Rio.
Como funcionava o esquema
As investigações apontam que o grupo criminoso oferecia propinas a empregados da Caixa e de casas lotéricas para acessar contas de terceiros de maneira irregular. A partir daí, realizavam saques de valores do FGTS, do Seguro-Desemprego e de benefícios assistenciais pagos pelo Governo Federal. Em apenas um episódio, um funcionário teria recebido mais de R$ 300 mil para facilitar as movimentações ilegais.
Embora a maioria das vítimas seja composta por beneficiários de programas sociais, outros trabalhadores também foram atingidos. Desde a criação do Caixa Tem, em 2020, mais de 749 mil contestações foram registradas, levando a Caixa a restituir valores que somam R$ 2 bilhões.
Primeira fase ocorreu em abril
A primeira etapa da operação havia sido realizada em abril deste ano, quando foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, além de medidas restritivas contra 16 pessoas. As novas prisões foram decretadas após a PF reunir indícios de que os suspeitos continuavam a atuar no esquema, mesmo sob investigação.
Os envolvidos vão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, furto qualificado e adulteração de dados em sistemas oficiais. As informações são da CNN Brasil.






