A reformulação da Copa do Mundo de Clubes, idealizada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, terminou dentro de campo há meses, mas fora dele ainda há pendências financeiras. Desde a final, em que o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0, clubes que não participaram do torneio aguardam a liberação de 185 milhões de libras prometidos pela entidade.
De acordo com o jornal The Guardian, a proposta apresentada previa que parte da arrecadação fosse destinada a equipes de diferentes ligas ao redor do mundo, fortalecendo financeiramente a base do futebol. Mais de sete meses após o encerramento da competição, porém, ainda não há prazo oficial para o repasse.
Se o montante fosse dividido igualmente entre clubes da primeira divisão em escala global, cada um receberia cerca de 50 mil libras. Mesmo assim, dirigentes de ligas menores relatam crescente impaciência diante da falta de definições concretas.
Prêmios pagos aos participantes
Enquanto os valores prometidos às equipes de fora do torneio seguem indefinidos, as premiações reservadas aos participantes já teriam sido liberadas. O Chelsea, campeão da edição, pode ter arrecadado aproximadamente 84 milhões de libras ao longo da campanha.
A diferença entre a agilidade no pagamento das premiações e a demora na distribuição do fundo mais amplo tem provocado questionamentos, especialmente entre clubes de menor porte.
Impasse na divisão dos recursos
Um dos principais entraves envolve a definição de critérios para repartir os 185 milhões de libras entre as seis confederações representadas no torneio. Como a quantidade de clubes variou entre os continentes, a tendência é que os valores não sejam iguais.
Além disso, muitas confederações não contam com mecanismos estruturados para redistribuir esse tipo de verba aos seus filiados. Fontes ligadas à Fifa afirmam que as conversas continuam e que a intenção é chegar a um modelo que contemple todos os envolvidos. Já representantes da União de Clubes Europeus sustentam que seus associados ainda não receberam informações objetivas sobre prazos ou critérios.
Contexto e críticas ao torneio
O novo formato do Mundial gerou debates desde o anúncio. Parte da imprensa europeia criticou o acréscimo de mais um torneio ao calendário, enquanto no Brasil houve boa receptividade do público.
A competição também enfrentou questionamentos relacionados às altas temperaturas, à logística de transporte em algumas cidades e à presença irregular de torcedores na fase de grupos, especialmente nos Estados Unidos. A participação do então presidente Donald Trump na entrega do troféu também repercutiu.
Outro fator que pode ter contribuído para o atraso foi a definição tardia do modelo financeiro do torneio, já que os valores de premiação e do fundo de solidariedade foram estabelecidos apenas poucos meses antes do início da disputa.
Até o momento, o cenário segue indefinido: a promessa de redistribuição foi feita, mas os clubes que aguardam os recursos continuam sem data confirmada para o recebimento.
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