O modelo tradicional de jornada 6×1, seis dias de trabalho seguidos por um de descanso, vem sendo questionado por sindicatos, parlamentares e especialistas. A deputada federal Erika Hilton apresentou, em fevereiro deste ano, a PEC 8/2025, que propõe o fim desse formato. A proposta ainda não avançou muito, mas já conta com uma subcomissão específica para analisar seus impactos, ouvir setores envolvidos e promover debates em diferentes regiões do país.
Experiências com jornadas reduzidas
Enquanto isso, algumas empresas no Brasil vêm testando formatos alternativos. Existe o projeto piloto promovido pela 4-Day-Week com 19 empresas que reduziram a jornada para quatro dias semanais. Os resultados mostraram ganhos em engajamento, energia dos funcionários e até aumento de receita em parte das companhias participantes.
A experiência também foi tema do livro da professora Juliet Schor, “Four Days a Week”, que reúne dados de organizações em diferentes países. O estudo aponta benefícios para a saúde física e mental dos trabalhadores e redução do burnout, sem perda de produtividade.
Mudanças no varejo
Grandes redes já estão implementando novos modelos de escala. Desde agosto, o Grupo DPSP, responsável pelas drogarias Pacheco e São Paulo, passou a adotar a jornada 5×2, impactando cerca de 24 mil colaboradores.
A rede sueca H&M também seguiu o mesmo caminho no Brasil. O 5×2 já é prática comum em outros países e contribui para equilibrar vida pessoal e profissional. A empresa planeja expandir sua operação no país, chegando a 450 funcionários até o fim do ano. As informações são do Valor Econômico.






