Guilhermino Ferreira, técnico em contabilidade de 41 anos e apaixonado por matemática, costumava apostar semanalmente em pelo menos uma loteria. Seus números eram escolhidos de forma aleatória: datas de aniversário de familiares, placas de carro de amigos ou telefones de conhecidos. No entanto, nunca conseguiu ganhar nenhum prêmio.
Certo dia, decidiu parar de “jogar dinheiro fora”, como ele mesmo costuma dizer, e passou a estudar formas de aumentar suas chances nas loterias. O resultado: afirma ter vencido mais de 70 vezes desde então. Natural de Pernambuco, Ferreira atua atualmente como pesquisador de loterias nacionais e internacionais, é autor de um livro sobre o assunto e mantém um site dedicado ao tema.
Além disso, ele atua como “consultor” para apostadores de diversos países, incluindo Espanha, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Austrália, Bélgica, Portugal e Japão. As orientações do especialista abrangem todos os tipos de loteria, como Mega-Sena, Quina, Lotofácil, Timemania, Lotomania, Dupla-Sena e Loteca.
A principal dica? É bem simples: mesmo com métodos, estudos e sugestões, não existe garantia de vitória, portanto nunca invista um dinheiro que lhe fará falta: “Eu mesmo jogo com frequência, mas no máximo R$ 100 por semana. A loteria deve ser encarada sempre como entretenimento. Você não deve jogar alto, jogue pouco dinheiro, mas use as dezenas certas se baseando em dados estatísticos”.
Segundo ele, o total de seus prêmios soma cerca de R$ 150 mil. Ferreira já conquistou prêmios com quinas da Mega-Sena, quadras da Mega-Sena da Virada e acertos de 14 pontos na Lotofácil. No entanto, o prêmio máximo do país, a Sena, ainda não entrou em suas apostas.
No livro O Manual das Loterias, as orientações de Ferreira são focadas principalmente na Mega-Sena, embora possam ser adaptadas para outras loterias. Inicialmente, o especialista apresenta os resultados de uma pesquisa em que identifica as dezenas de alta frequência — aquelas que já foram sorteadas repetidas vezes — e as de baixa frequência, que aparecem com menor frequência nos sorteios.






