Segundo projeções de mercado, o agronegócio não apenas cresceu significativamente no Brasil nos últimos anos, como ainda apresenta fortes perspectivas de expansão. Todavia, os resultados parecem não ter sido iguais para todos os representantes do setor.
Ainda mais considerando que o segmento de sementes parece estar lidando com uma grave crise, agravada por problemas de crédito e estoques elevados, que tem obrigado muitas empresas a recorrerem à Justiça para tentar suspender cobranças e renegociar dívidas.
Um bom exemplo deste tipo de situação é o caso do Grupo Formoso, controlador da Uniggel, que no final do ano passado, se viu obrigado a pedir recuperação judicial. Conforme divulgado pelo portal Agência GBC, o pedido foi protocolado pouco antes do recesso do Judiciário.
De origem goiana, a empresa já atua há mais de três décadas no Cerrado, e chegou a faturar quase R$ 1,5 bilhão por ano no auge de suas atividades. Entretanto, problemas começaram a surgir no caminho do grupo, que aos poucos se encaminhou para a situação crítica.
Em nota, o Grupo Formoso afirmou que manterá o funcionamento regular de suas operações e ainda revelou que o processo de recuperação judicial tramita sob segredo de justiça. Portanto, informações sobre o andamento ainda são desconhecidas.
Origem das dívidas do Grupo Formoso: o que afetou a gigante do agronegócio?
Além das questões já citadas, que estão afetando o segmento de sementes como um todo, o Grupo Formoso também enfrentou dificuldades para renovar linhas de financiamento junto a instituições financeiras públicas e privadas, o que contribuiu para agravar ainda mais a crise.
Embora o gerente de compras da Uniggel, Luiz Fernando Sampaio, tenha reconhecido por meio de uma carta enviada aos fornecedores a impossibilidade de recompor linhas de crédito, a gigante do agronegócio chegou a pagar mais de R$ 120 milhões a bancos como Banco do Brasil, Caixa e Banco da Amazônia para tentar reverter a situação.
Recuperações judiciais de clientes também resultaram em impactos negativos, que por sua vez afetaram ainda mais os cofres da empresa. Impossibilitado de postergar pagamentos a fornecedores, o Grupo Formoso decidiu então contar com a ajuda da Justiça para reorganizar suas obrigações financeiras.






