Anunciada na última semana pelo governo da Argentina, uma nova medida, oriunda de uma estratégia voltada ao fortalecimento da competitividade da indústria local, pode facilitar o acesso da população a carros novos.
Isso porque a iniciativa, prevista para entrar em vigor a partir do mês de julho, consiste na eliminação do imposto de exportação de 4,5% sobre veículos produzidos localmente.
E estima-se que o Brasil será o principal beneficiado pela novidade, uma vez que o mercado nacional absorve cerca de 70% dos veículos exportados pelas montadoras argentinas desde a década de 1990.
Dessa forma, modelos populares, como o Cronos, da Fiat, e a Amarok, da Volkswagen, podem se tornar significativamente mais acessíveis para consumidores brasileiros, o que deve favorecer as economias de ambos os países.
Conforme destacado pelo portal Diário do Comércio, os efeitos reais sobre os preços finais ainda dependem de variáveis econômicas. Contudo, há uma forte tendência de que os custos de fato se tornem mais acessíveis ao consumidor.
Estratégia de governo argentino visa recuperar mercado perdido para carros chineses
Vale lembrar que, nos últimos anos, houve um crescimento expressivo na demanda por veículos elétricos e híbridos, que passaram a ser fabricados de forma massiva pela indústria chinesa.
E levando em conta o avanço desse tipo de motorização no mercado brasileiro, a medida adotada pelo governo argentino torna clara a tentativa de reforçar suas exportações diante de um forte concorrente internacional.
Todavia, os efeitos positivos da medida podem não se concretizar com tanta facilidade, tendo em vista que os elétricos chineses elevaram exponencialmente suas vendas nos últimos meses, superando até mesmo modelos a combustão bastante consagrados em diferentes categorias.
Sendo assim, o corte nos impostos não deve ser encarado como uma solução definitiva para a Argentina, mas sim como um movimento estratégico para recuperar espaço no mercado global.






