A Justiça do Trabalho da Paraíba determinou o bloqueio de carros, empresas, bens e outros valores, que podem chegar a R$ 20 milhões, pertencentes ao influenciador Hytalo Santos e ao marido, Israel Vicente, conhecido como Euro. Ambos estão presos sob suspeita de tráfico de pessoas e exploração de menores por meio das redes sociais.
O bloqueio foi solicitado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que explicou que a medida visa garantir o pagamento futuro de indenizações por dano moral coletivo e a implementação de medidas de reparação e assistência às vítimas no âmbito trabalhista da investigação contra o influenciador. Todos os pedidos do MPT foram deferidos pela Justiça.
O MPT também apontou indícios de ocultação de patrimônio por parte do casal, citando “movimentações financeiras atípicas e manobras de blindagem, ocultação e dissipação de bens”. O pedido de bloqueio foi protocolado às 20h21 da última segunda-feira (18).
Segundo o MPT, as investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima em 17 de dezembro de 2024. O procurador do trabalho, Flávio Gondim, afirmou que “não há como negar que ocorre exploração do trabalho infantil” na produção dos vídeos do influenciador. Hytalo Santos também é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) por tráfico de pessoas e exploração sexual.
A prisão de Hytalo Santos
O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente (conhecido como Euro), foram presos na sexta-feira, 15 de agosto de 2025, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. As prisões ocorreram em cumprimento a mandados expedidos pela Justiça da Paraíba, que investiga o casal por exploração sexual infantil e tráfico humano para fins de exploração de menores nas redes sociais.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) iniciou as investigações em 2024, após denúncias sobre a exposição inadequada de adolescentes em vídeos produzidos por Hytalo Santos, com conotação sexual e exploração de mão de obra artística infantojuvenil para obtenção de lucro. O caso ganhou repercussão nacional após o youtuber Felca denunciar a prática em um vídeo que ultrapassou 45 milhões de visualizações.






