O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na última quinta-feira (7), que a Índia concordou em ampliar a cobertura do acordo de comércio preferencial com o Mercosul. Hoje bem limitada, ela deverá ganhar novidades após ambos os países entrarem na rota dos tarifaços de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Tanto Índia quanto Brasil tiveram sobretaxas impostas por Trump que, somadas, chegam a até 100% sobre produtos dos dois países. O novo acordo foi realizado após ligação de Lula com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.
Em nota, o presidente falou sobre a conversa com Modi: “Recordamos, ainda, a meta de aumentar o comércio bilateral para mais de US$ 20 bilhões até 2030. Para isso, concordamos em ampliar a cobertura do acordo entre Mercosul e Índia”.
A Índia tem papel estratégico nos planos do governo federal para ampliar e diversificar os destinos das exportações brasileiras. Na avaliação do governo, o país — hoje o mais populoso do mundo e que passou por intensa industrialização nas últimas duas décadas — ainda apresenta um potencial pouco aproveitado pelos exportadores nacionais.
O que é o acordo preferencial entre Índia e Mercosul?
O Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre a Índia e o Mercosul é um tratado firmado para reduzir tarifas de importação sobre uma lista específica de produtos, facilitando o comércio entre as partes.
Ele foi assinado em 2004 e entrou em vigor em 2009, envolvendo, do lado do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo estabelece preferências tarifárias recíprocas para centenas de itens — como produtos químicos, farmacêuticos, automotivos, plásticos, têxteis, aço, máquinas e alimentos processados — com descontos que podem chegar a 100% em alguns casos.
O objetivo é estimular o fluxo comercial entre a Índia e os países do bloco sul-americano, fortalecendo laços econômicos e criando novas oportunidades para empresas dos dois lados.






