O jornalismo esportivo brasileiro se despediu nesta semana de uma de suas vozes mais reconhecidas. Paulo Soares, carinhosamente chamado de “Amigão”, morreu em São Paulo aos 63 anos. Ele estava internado havia meses no Hospital Sírio-Libanês, tratando complicações decorrentes de problemas na coluna. A causa oficial do falecimento não foi informada. O velório acontece no Funeral Home, no bairro Bela Vista, das 13h às 17h.
Uma trajetória marcante
Nascido em Goiânia, Paulo Soares iniciou a carreira no rádio ainda jovem, revelando desde cedo a habilidade com a palavra. Passou por emissoras como Gazeta, Record e TV Cultura até chegar à ESPN, em 1990, onde se tornou um dos nomes mais importantes da televisão esportiva. Foram mais de três décadas dedicadas ao canal, participando da cobertura de Copas do Mundo, Jogos Olímpicos e inúmeros campeonatos que marcaram gerações de torcedores.
A dupla inesquecível
Ao lado do jornalista Antero Greco, Soares transformou o programa SportsCenter em referência. Juntos, conquistaram o público com uma mistura de informação, humor e bordões que se popularizaram além das telas. Essa parceria, que atravessou os anos 2000, consolidou a imagem de Paulo Soares como um apresentador próximo do público, sempre leve e bem-humorado.
Desafios pessoais e despedida
Durante a carreira, o “Amigão” também enfrentou momentos difíceis. Passou por seis cirurgias na coluna e precisou se afastar algumas vezes do trabalho. Em 2024, sua presença emocionada em homenagem a Antero Greco, falecido em maio daquele ano, foi uma de suas últimas aparições marcantes na televisão.
Um legado de paixão pelo esporte
Paulo Soares será lembrado não apenas como narrador e apresentador, mas como alguém que aproximou o público do esporte de forma descontraída e envolvente. Seu estilo único e sua energia contagiante marcaram a história da ESPN e do jornalismo esportivo no Brasil. Para fãs e colegas, o “Amigão da galera” deixa um legado de profissionalismo, companheirismo e amor ao esporte.






