Passear com pets, principalmente cachorros, faz parte da rotina de boa parte dos brasileiros, além de muitos outros países em que essa atividade é muito comum. O que poucos sabem é que existem locais em que o simples ato de levar os amigos caninos para uma caminhada pode configurar um crime.
Atualmente paralisado por protestos e crises internas, o Irã ampliou a proibição de passeios com cães em público durante o ano de 2025. A lista, que já existia, foi finalizada com 18 cidades, incluindo Isfahan, Yazd, Kerman e Ilam.
A medida, que já era vigente em Teerã desde 2019, busca preservar a segurança e a ordem pública. Autoridades locais alertam que os infratores podem enfrentar ações legais, como prisão e confisco dos animais. A expansão das restrições reflete preocupações culturais e religiosas no país.
Contexto Cultural das Restrições
Desde a Revolução Islâmica de 1979, a posse de cães no Irã é vista com desconfiança por líderes religiosos e políticos, considerados impuros e ligados à influência ocidental.
A população mais conservadora tradicionalmente rejeita cães como animais de estimação. Apesar disso, muitos iranianos, especialmente os jovens, continuam adotando cães como forma de resistência ao regime.
Cidades importantes aderiram à proibição, mas a aplicação das regras varia. Em Ilam, além de proibir passeios, o transporte de cães em veículos também é vetado.
Mesmo sem uma lei nacional abrangente, promotores locais estão intensificando a fiscalização. Na capital Teerã, enquanto a aplicação é irregular, esforços estão sendo feitos para reforçar as medidas.






