O Ministério da Saúde do governo federal inaugurou, no último sábado (9), o primeiro Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) destinado a povos indígenas. A novidade foi divulgada no dia Internacional dos Povos Indígenas e a expectativa é de que o programa alcance um total de 25 mil pessoas.
O SAMU Indígena passou a operar 24 horas para atendimentos de urgência e emergência na região do Hospital da Missão Evangélica Kaiowá, localizado na reserva indígena Aldeia Jaguapiru, em Dourados (MS). O projeto-piloto conta com profissionais de saúde bilíngues e a entrega foi realizada pelo secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.
“Essa ação, realizada em uma data muito simbólica e em um local de alta densidade demográfica, integra um conjunto de esforços para garantir atenção integral à população indígena, começando pela atenção primária à saúde. É um trabalho conduzido pelo presidente Lula e pelo nosso ministro Alexandre Padilha, fortalecendo o SUS com este projeto piloto inédito no país”, disse o secretário.
Com a nova ambulância, o tempo médio de espera para atendimento aos povos indígenas deve cair pela metade. Até então, o serviço era prestado pela unidade do SAMU 192 de Dourados. O Ministério da Saúde repassará, anualmente, R$ 341 mil para o custeio do atendimento móvel.
O SAMU 192 de Dourados (MS) recebe, anualmente, um repasse federal de R$ 2,2 milhões. O valor cobre a operação da Central de Regulação Urbana (CRU), de duas Unidades de Suporte Básico (USB), uma Unidade de Suporte Avançado (USA) e duas motolâncias. O serviço também presta atendimento de urgência e emergência aos povos indígenas.
O que é o SAMUI?
O SAMUI é a sigla para Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Indígena. Ele é uma adaptação do SAMU 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) voltada especificamente para atender comunidades indígenas, levando em conta suas particularidades culturais e linguísticas.
No caso de Dourados (MS), que inaugurou o primeiro SAMUI do Brasil, o modelo inclui:
- Atendimento 24 horas para urgências e emergências dentro da reserva indígena.
- Profissionais bilíngues, que falam português e guarani, facilitando a comunicação.
- Base instalada junto ao Hospital da Missão Evangélica Kaiowá, na Aldeia Jaguapiru.
- Estrutura dedicada, com ambulância própria e equipe treinada para lidar com a realidade local.






