Com cerca de 600 metros de altura, o Goldin Finance 117, localizado em Tianjin, na China, é considerado o prédio abandonado mais alto do mundo. A imponência da estrutura — que figura entre as mais altas já construídas no planeta — contrasta com a aparência inacabada e os corredores desertos de seus 128 andares.
Idealizado para se tornar um ícone arquitetônico, o edifício jamais foi oficialmente inaugurado. Apesar de estar praticamente concluído, segue vazio e sem ocupação até hoje. O abandono do Goldin Finance 117 é atribuído, principalmente, às sucessivas crises financeiras globais, que impactaram diretamente o mercado imobiliário chinês.
Diante desse cenário, dar sequência ao ambicioso empreendimento deixou de ser vantajoso e passou a representar um alto risco para os investidores, levando ao abandono definitivo da obra em 2015. Posteriormente colocado à venda, o edifício também não despertou interesse de compradores.
Quando as obras tiveram início, em 2008, a torre estava projetada para se tornar o quinto arranha-céu mais alto já construído no mundo. O prédio seria o destaque de um complexo residencial e comercial de alto padrão no centro de Tianjin, que previa diversas torres, mansões inspiradas nos estilos francês e italiano, além de um museu do vinho e até um clube de polo.
O projeto previa áreas destinadas a hotelaria, comércio e um átrio de três andares em formato de diamante no topo da torre, onde funcionariam o deque de observação mais alto do mundo, além de piscina, restaurante e sky bar. Hoje, o Tianjin 117 Center segue como uma construção imponente, que domina o horizonte da cidade mesmo sem nunca ter sido colocado em funcionamento.
Um prédio gigante inacabado que virou símbolo do colapso imobiliário
O Goldin Finance 117 acabou se tornando um retrato do excesso e da desaceleração econômica que atingiu em cheio o setor imobiliário chinês na última década. Projetos grandiosos, pensados para um crescimento contínuo e acelerado, passaram a enfrentar dificuldades financeiras, falta de crédito e queda na demanda, deixando para trás estruturas monumentais sem função prática.
Mesmo abandonado, o arranha-céu segue despertando curiosidade e debate. Para especialistas, o edifício representa não apenas uma obra interrompida, mas um alerta sobre os riscos de megaprojetos desconectados da realidade econômica. Enquanto isso, o “prédio fantasma” continua a arranhar o céu de Tianjin, como um marco silencioso de ambição, crise e incerteza.





