A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, na última sexta-feira (14/11), uma série de medidas rígidas contra suplementos alimentares que apresentavam problemas de fabricação, composição inadequada e divulgação com promessas proibidas. A decisão afeta produtos da Lirius Suplementos, itens comercializados com a marca Natufab sem origem reconhecida e o suplemento Avestril. Todos estão proibidos de serem produzidos, vendidos, distribuídos ou anunciados em qualquer meio no Brasil.
Irregularidades na produção e alegações terapêuticas
Os suplementos fabricados pela Lirius foram alvo de recolhimento imediato após inspeção realizada pela Anvisa em agosto nas instalações da empresa LIV Health, fabricante contratada. A vistoria identificou falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação, o que levou à interdição do local. A agência também recebeu uma denúncia formal da Polícia Civil de São Paulo envolvendo produtos da marca, ampliando o rigor da investigação.
Conforme publicação no Diário Oficial da União, os suplementos continham substâncias não permitidas para essa categoria, como ora-pro-nóbis, boldo, carqueja, berinjela, figo, camomila, amaranto e pimenta caiena. Além da composição inadequada, foram detectadas propagandas com promessas de efeitos terapêuticos, como emagrecimento, controle de glicemia, redução de dores e inflamações e melhora da saúde cardiovascular — práticas vedadas para produtos classificados como suplementos alimentares.
A determinação envolve diversas versões comercializadas em cápsulas, pó e líquidos, incluindo fórmulas voltadas para articulações, metabolismo e ômega 3.
Produtos sem procedência e substância proibida
A Anvisa também suspendeu a circulação de suplementos comercializados com o nome Natufab Produtos Naturais. Além da falta de informações sobre fabricante e procedência, foram encontrados ingredientes proibidos, como ora-pro-nóbis e maca peruana. A fiscalização identificou discursos publicitários direcionados a pessoas com diabetes, colesterol alto e triglicerídeos elevados, o que caracteriza uso terapêutico irregular.
No mesmo dia, a agência ordenou o recolhimento do suplemento Avestril, da empresa Lopes Cursos Digitais, após constatar a presença de uma substância barrada para uso em suplementos e propagandas ilegais na internet. A produção, venda e distribuição estão suspensas em todo o território nacional.
Recolhimento imediato e proibição de retorno ao mercado
Com as determinações, todos os produtos mencionados devem ser removidos dos pontos de venda e só poderão voltar ao mercado após a regularização completa das pendências, caso atendam às normas de segurança e rotulagem estabelecidas pela Anvisa.






