Um morador de McDonough, na região metropolitana de Atlanta, nos Estados Unidos, foi supreendido quando uma pequena bola de fogo, do tamanho de um tomate-cereja, caiu sobre a sua casa. Agora, a surpresa é ainda maior: análises confirmaram que se trata de um meteorito antigo, com 4,56 bilhões de anos.
Isso significa que a rocha espacial tem 20 milhões de anos a mais do que a própria Terra. O responsável por realizar a análise foi o geólogo planetário Scott Harris, da Universidade da Geórgia. Com o uso de técnicas microscópicas, Harris e sua equipe concluíram que o meteorito faz parte de um grupo proveniente do cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter.
O grupo também associou o fragmento à quebra de um asteroide muito maior, ocorrida há cerca de 470 milhões de anos. O estudo foi encaminhado ao comitê de nomenclatura da Sociedade Meteorológica dos Estados Unidos, responsável por aprovar oficialmente os nomes de meteoritos. A equipe propôs chamar o fragmento de “Meteorito McDonough”.
De acordo com Harris, os pesquisadores conseguiram recuperar 23 gramas dos cerca de 50 gramas do impacto. Antes de aterrissar na sala de estar, o meteorito entrou na atmosfera em velocidade cósmica, que chega a ser mais rápida que a velocidade do som. Depois, já perto da Terra, sua rapidez e tamanho diminuíram.
“Quando eles encontram a Terra, nossa atmosfera é muito eficiente em desacelerá-los. Mas estamos falando de algo que tem o dobro do tamanho de um projétil calibre 50, viajando a pelo menos 1 quilômetro por segundo. É como correr 10 campos de futebol em um segundo”, disse Harris.
Geórgia: a casa dos meteoritos
A Geórgia tem se acostumado a receber meteoritos. Fundado em 1788, o estado norte-americano recebeu o seu 27º fragmento de asteroide com o que caiu na cidade de Atlanta. Esta, no entanto, foi apenas a sexta testemunhada por moradores.
A geografia, visibilidade e população ativa são os principais pontos que contribuem para que a Geórgia tenha se tornado a “casa dos meteoritos”. Esses fatores combinados aumentam as chances de que quedas acabem documentadas e investigadas.






