O mercado brasileiro de motocicletas fechou 2025 em ritmo acelerado. Com a consolidação dos dados ao fim do ano, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou o ranking oficial de emplacamentos, confirmando um marco histórico: mais de 2 milhões de motos registradas, o maior volume já alcançado no país.
Recorde histórico sobre duas rodas
O desempenho reforça a força do setor, impulsionado tanto por modelos tradicionais quanto por novidades que ganharam espaço rapidamente. O crescimento foi puxado principalmente pelas motos de uso urbano e pelas trails, segmentos que seguem em alta entre consumidores que buscam economia, praticidade e versatilidade.
Liderança absoluta no segmento urbano
Entre as chamadas city ou street, a hegemonia segue intacta. A Honda CG 160 manteve a primeira colocação com ampla vantagem, respondendo sozinha por cerca de 21,7% de todo o mercado nacional. O modelo segue como referência no país, sustentando a liderança ano após ano.
Um destaque inesperado foi a Mottu. Com apenas um modelo no portfólio, a Sport 110i, a marca superou concorrentes tradicionais. Apesar de o volume elevado estar ligado ao uso para locação, o desempenho colocou a moto à frente de nomes consolidados, como a Yamaha Fazer 150.
Trilhas e trails seguem dominadas por marcas conhecidas
No segmento das trilheiras de baixa cilindrada, o cenário pouco mudou. A Honda manteve o controle com a NXR 160 Bros e as XRE 190 e 300, seguida pela Yamaha XTZ 250 Lander. Ainda assim, a chinesa Shineray chamou atenção ao ampliar significativamente suas vendas e alcançar a quinta posição com a SHI 17.
Surpresa entre as aventureiras
Entre as motos voltadas ao uso misto, o topo do ranking ficou com a Royal Enfield Himalayan 450. Mesmo sem ser uma big trail tradicional, o modelo se destacou pelo preço competitivo e pela proposta versátil, superando rivais de marcas japonesas, europeias e alemãs. O resultado confirma a diversificação do mercado e o novo perfil do consumidor brasileiro.





