Uma alteração nas regras salariais em vigor no Paraná passou a valer a partir de 2025 e trouxe reflexos diretos para milhares de trabalhadores. Entre os grupos contemplados está o das empregadas domésticas, categoria fundamental no cotidiano de muitas famílias e que agora passa a contar com um rendimento mínimo mais elevado no estado.
Reajuste entra em vigor no Paraná
O governo paranaense oficializou um novo piso regional por meio da Resolução CETER nº 574/2025, válida desde 1º de janeiro. Com a mudança, o salário mínimo regional destinado às empregadas domésticas foi fixado em R$ 2.057,59. O valor representa uma diferença significativa em relação ao salário mínimo nacional, atualmente em R$ 1.518, e busca acompanhar o custo de vida local.
A atualização integra uma política estadual voltada à recomposição do poder de compra dos trabalhadores, considerando a inflação acumulada e a elevação dos preços de itens essenciais, como alimentação, transporte e moradia.
Categorias incluídas no novo piso
Além das trabalhadoras domésticas, o piso regional também se aplica a outras funções, como profissionais do comércio, trabalhadores administrativos e empregados da área de manutenção. A lógica do salário regional é reduzir distorções entre o rendimento mínimo nacional e as realidades econômicas específicas de cada estado.
A legislação que autoriza esse tipo de política é a Lei Complementar nº 103/2000, que permite aos governos estaduais estabelecer valores próprios, desde que superiores ao mínimo federal. O Paraná segue o mesmo caminho de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, que adotam pisos regionais há anos.
Diferenças entre estados brasileiros
Atualmente, São Paulo mantém um piso regional de R$ 1.640, enquanto Santa Catarina adota valores que chegam a R$ 1.612,26, dependendo da categoria. Esses números evidenciam que o salário mínimo nacional nem sempre reflete o custo de vida em determinadas regiões do país.
Reflexos na economia e no mercado de trabalho
A elevação do piso salarial tende a gerar impactos positivos na economia local, com maior circulação de renda e estímulo ao consumo. Para as empregadas domésticas, o reajuste representa avanço na valorização profissional e mais segurança financeira. O governo estadual avalia que a medida também pode incentivar a formalização dos vínculos de trabalho e abrir espaço para novos debates salariais ao longo de 2025.






