Um estudo da Agência Internacional de Energia (IEA), publicado na última quarta-feira (13), revelou que o mercado de petróleo terá uma sobreoferta recorde em 2026. Os números, inclusive, devem superar os alcançados em 2020, em plena pandemia de Covid-19.
Com uma demanda em crescimento cada vez mais lento e uma oferta em contínua expansão, o excesso de petróleo deve atingir, em média, 2,96 milhões de barris por dia em 2026, superando o ritmo registrado em 2020, primeiro ano da pandemia.
Naquele ano, o excesso de petróleo chegou a 7 milhões de barris por dia no segundo trimestre — um recorde que deve permanecer —, mas os cortes de produção da OPEP+ nos meses seguintes reduziram a média anual. De acordo com a IEA, o consumo mundial de petróleo aumentará 680 mil barris por dia em 2025 e 700 mil barris em 2026, alcançando 104,4 milhões de barris diários.
Segundo a Bloomberg, trata-se do menor ritmo de crescimento desde 2019, refletindo a confiança do consumidor ainda abalada e uma demanda menor do que o esperado em países como China, Egito, Índia e Brasil. A IEA projeta agora que a oferta de petróleo fora da OPEP+ deve aumentar 1 milhão de barris por dia em 2026, frente à estimativa anterior de 100 mil barris por dia.
Pontos-chave da produção mundial de petróleo
- Principais produtores: Estados Unidos, Arábia Saudita, Rússia, Canadá e China lideram a produção global, respondendo por grande parte da oferta mundial.
- OPEP e OPEP+: A OPEP, junto com aliados como Rússia no chamado OPEP+, coordena cortes ou aumentos de produção para equilibrar o mercado e influenciar preços.
- Crescimento limitado: A produção global vem crescendo de forma mais lenta nos últimos anos, especialmente com o excesso de oferta em momentos de menor demanda.
- Excesso de oferta: Segundo projeções recentes, o mercado deve enfrentar um excedente de petróleo de milhões de barris por dia nos próximos anos, como reflexo de uma demanda mais fraca e da expansão contínua da produção.
- Impactos globais: Flutuações na produção afetam preços internacionais, políticas energéticas, investimentos em energia renovável e a estabilidade econômica de países dependentes de petróleo.
- Tendências recentes: Em 2025 e 2026, o crescimento do consumo global deve ser lento, enquanto a produção, especialmente fora da OPEP+, tende a aumentar, pressionando o equilíbrio do mercado.






