A polícia espanhola realizou a maior apreensão de cocaína em alto-mar de sua história ao interceptar, no oceano Atlântico, um navio mercante que havia saído do Brasil transportando quase 10 toneladas da droga. Caso o carregamento fosse distribuído no mercado varejista europeu, o valor poderia chegar a até R$ 6,8 bilhões (1,09 bilhão de euros).
Segundo a European Union Drugs Agency, em 2025 o preço do grama de cocaína no varejo europeu alcançava até 109 euros, o equivalente a cerca de R$ 684, considerando a cotação atual do euro em R$ 6,27. Já no mercado atacadista, o valor estimado da carga apreendida foi de aproximadamente R$ 2,6 bilhões.
A interceptação da embarcação foi feita por agentes do Grupo Especial de Operações (GEO), unidade de elite da polícia espanhola, em águas internacionais do oceano Atlântico. Ao todo, 13 tripulantes foram detidos, e os policiais também apreenderam uma arma de fogo que seria usada para proteger o carregamento ilegal.
De acordo com as autoridades espanholas, o navio fazia parte de uma rota operada por uma organização criminosa multinacional especializada no transporte de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa, tendo o Brasil como ponto de partida da carga.
Operação foi batizada de Marea Blanca
A ação teve apoio de uma ampla rede de cooperação internacional, envolvendo a Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos, a National Crime Agency (NCA), do Reino Unido, a Polícia Federal do Brasil, o CITCO e o Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics (MAOC), além de autoridades da França e de Portugal.
Após a interceptação, a operação enfrentou obstáculos logísticos. A embarcação ficou sem combustível e permaneceu à deriva por cerca de 12 horas, sendo necessário o auxílio da Sociedade de Salvamento e Segurança Marítima (SASEMAR) para rebocar o navio até o arquipélago das Ilhas Canárias.






