O ano de 2026 marca a consolidação da Carteira de Identidade Nacional (CIN) como o documento oficial de identificação no Brasil. Com a medida, o antigo número de Registro Geral (RG) será substituído pelo CPF como registro único, unificando a identificação de cidadãos em todo o país e eliminando a confusão causada por números diferentes em cada estado.
Modernização e segurança
A nova CIN traz recursos de segurança avançados, com a adoção do padrão internacional MRZ (Machine Readable Zone), o mesmo utilizado em passaportes. O documento inclui um QR Code dinâmico na parte traseira. Ao ser escaneado por autoridades, o código confirma a autenticidade do documento em tempo real, dificultando clonagens e fraudes.
Para o cidadão, o QR Code também funciona como porta de entrada para a “identidade completa”, permitindo, por exemplo, registrar informações sobre tipo sanguíneo, disposição para doação de órgãos e deficiências não visíveis.
Validade e transição
O RG antigo continuará sendo aceito em todo o país até 1º de março de 2032, permitindo uma transição gradual. No entanto, órgãos de segurança recomendam a atualização antecipada para aproveitar as facilidades digitais do novo documento.
A validade da CIN segue os seguintes critérios:
- 0 a 12 anos: 5 anos
- 12 a 60 anos: 10 anos
- Acima de 60 anos: tempo indeterminado, sem necessidade de renovação
Como emitir a nova carteira
Para emitir a CIN, o cidadão deve procurar os órgãos de identificação de seu estado, como o Poupatempo em São Paulo ou o Detran no Rio de Janeiro, e agendar um horário.
É necessário apresentar a Certidão de Nascimento ou Casamento (original ou cópia autenticada) e ter o CPF regularizado na Receita Federal. Divergências nos dados, como nome da mãe ou data de nascimento, devem ser corrigidas antes da emissão.
O documento possui versões física e digital, sendo a digital acessível pelo aplicativo Gov.br. A primeira via da carteira é gratuita. A mudança visa unificar a identificação no país, aumentar a segurança e reduzir fraudes.






