O senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi o grande nome dentro da política brasileira no início desta semana. O motivo? Por ondem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica desde a última segunda-feira (4).
A instalação do equipamento veio após do Val retornar ao Brasil após uma viagem de 10 dias aos Estados Unidos com a família, contrariando uma ordem do Supremo. O senador foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) no aeroporto de Brasília. Segundo a TV Globo, o parlamentar ofereceu resistência a instalar o equipamento, mas a determinação foi cumprida.
Em nota, a defesa de do Val afirmou que “acompanha o caso de perto e adotará as medidas jurídicas cabíveis para garantir o pleno respeito aos direitos e garantias constitucionais assegurados a qualquer cidadão, em especial a um senador em pleno exercício do mandato”.
Na decisão, Moraes determinou outras medicas cautelares: cancelamento e devolução do passaporte diplomático, proibição de utilização de redes sociais, bloqueio de quaisquer bens, ativos, contas bancárias e investimentos, bloqueio de todas as chaves PIX e de todos os cartões, bloqueio de veículos em nome dele e bloqueio de salários e verbas de gabinete do senador.
Senador descumpriu ordem do STF
Marcos do Val viajou para Orlando, nos EUA, durante o recesso parlamentar. Acontece que, em agosto de 2024, Moraes determinou a apreensão de seus passaportes, incluindo o diplomático, no âmbito de um inquérito aberto pela PF para apurar ofensas e ataques contra investigadores da instituição.
Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu mandados em imóveis do senador em Vitória (ES) com a intenção de apreender o passaporte diplomático. Contudo, o documento não foi confiscado, pois alegaram que ele estava no gabinete de Do Val, em Brasília.
Em 15 de julho deste ano, o parlamentar encaminhou um pedido ao STF para viajar com a família. No dia seguinte, Moraes negou o requerimento. Segundo o ministro, não existia motivo para revogar as medidas cautelares, já que a investigação da qual do Val é alvo ainda está em curso.






