Na busca por democratizar o acesso da população à carteira nacional de habilitação (CNH), o Ministério dos Transportes está elaborando um projeto que visa acabar com a obrigatoriedade das aulas em autoescolas. Em entrevista, o ministro Renan Filho informou que as mesmas continuariam oferecendo as aulas, ainda que não mais obrigatórias.
No novo modelo, os interessados em tirar a CNH poderão contratar contratar um instrutor autônomo para as aulas práticas. As regras da novidade, no entanto, só deverão ser divulgadas quando a proposta for sancionada. Já para as aulas teóricas, Renan Filho afirmou que elas poderão ser disponibilizadas via Youtube.
O grande desejo do governo é baratear o custo. Atualmente, os interessados chegam a investir entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. O projeto prevê que o valor poderá ser reduzido em até 80% para as categorias A e B, respectivamente motocicletas e veículos de passeio.
Como é o processo atual para tirar CNH?
O curso teórico tem duração de 45 horas/aula e os alunos estudam temas que incluem Legislação de Trânsito, Direção Defensiva, Primeiros Socorros, Mecânica Básica e Cidadania e Meio-Ambiente. Todos eles são cobrados na prova aplicada pelo Detran.
Após a aprovação teórica, os interessados tem de cumprir a carga prática mínima de 20 horas/aulas para as categorias A e B. Pelo menos uma delas tem que ser feita no período noturno. Assim que encerrar as aulas, o aluno poderá então realizar a prova prática.
O que preciso pagar para tirar CNH?
- Taxas do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de seu estado;
- Exames médicos e psicológicos necessários;
- Custo da prova teórica e prática;
- Emissão da CNH em si.
O que mudará com o projeto?
Na prática, caso o projeto saia do papel, o custo médio para uma nova CNH poderá variar entre R$ 750 a R$ 1.000. Para os testes teóricos e práticos, o governo não indicou mudanças e eles devem seguir as mais regras atuais.
Ao site oficial do Ministério dos Trabalhos, Renan Filho explicou as razões para as mudanças: “A gente precisa baratear, utilizar as novas tecnologias, dar condição ao cidadão de ter formação digital”.






