O turismo ferroviário no Brasil combina nostalgia, cultura e paisagens encantadoras, proporcionando aos viajantes experiências singulares em percursos históricos, montanhosos e rurais. Embora a maior parte da malha ferroviária do país seja destinada ao transporte de cargas, algumas rotas foram mantidas ou restauradas especialmente para fins turísticos, destacando-se pelo seu valor histórico e atrativos culturais.
Existem opções em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Neste ano, o Trem da Serra do Mar Paranaense, operado pela Serra Verde Express, consta na lista das melhores viagens ferroviárias do mundo em 2025, segundo a Lonely Planet. O passeio liga as cidades de Curitiba e Morretes. Veja algumas opções de passeios:
- Trem da Serra do Mar Paranaense (Curitiba – Morretes – Paranaguá, PR)
Operado pela Serra Verde Express
Considerado um dos trajetos ferroviários mais bonitos do mundo.
Passa por túneis, pontes e viadutos em meio à Mata Atlântica.
Trem regular e turístico com serviço de bordo e guia.
- Trem do Vinho (Bento Gonçalves – Garibaldi – Carlos Barbosa, RS)
No coração da Serra Gaúcha, celebra a imigração italiana.
Degustações de vinho, música italiana e atrações culturais a bordo.
Percurso de cerca de 23 km em cerca de 2 horas.
- Maria Fumaça da Serra da Mantiqueira (Passa Quatro, MG)
Percurso de 10 km entre Passa Quatro e Manacá, com belas vistas da serra.
Trem a vapor com paradas para fotos e apresentações culturais.
- Trem da Vale (Vitória – Belo Horizonte, ES/MG)
Apesar de ser uma linha de passageiros, o trecho é usado por muitos turistas.
Percorre mais de 600 km em cerca de 13 horas, com belas paisagens da Serra do Espinhaço e do litoral capixaba.
- Trem Turístico da CPTM (São Paulo – Mogi das Cruzes – Jundiaí, SP)
Operado esporadicamente, oferece roteiros temáticos pela Grande SP e interior.
Parte dos projetos de resgate da história ferroviária paulista.
Desafios do turismo ferroviário no Brasil
- Baixo investimento e infraestrutura limitada.
- Muitas linhas desativadas ou degradadas.
- Falta de política pública nacional para promover o setor de forma contínua.
- Dependência de iniciativas regionais ou privadas.






