Terceira maior companhia aérea do Brasil, a Azul anunciou que irá encerrar operações em 13 cidades do país. Ao todo, haverá o corte de 53 rotas de menor rentabilidade, com margem de 17% abaixo da média da companhia.
Em comunicado, a Azul ainda não divulgou quais cidades e rotas terão as operações encerradas. A companhia declarou que pretende concentrar suas operações nos principais hubs — Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife — a fim de reduzir a dependência de conexões.
As mudanças fazem parte do processo de reestruturação da companhia, que está em recuperação judicial nos Estados Unidos desde maio. A Azul prevê concluir o Chapter 11 — como é chamado o procedimento no país — entre dezembro deste ano e fevereiro de 2026.
Além disso, a empresa anunciou a diminuição do número de destinos atendidos por cidade e a adoção de operações sazonais, como a suspensão dos voos para Paris durante o inverno e a inclusão de novas rotas para Orlando. O total de decolagens diárias será reduzido de 931 para 836, representando uma queda de 10%.
Leia o comunicado da Azul sobre o tema
“A Azul informa que, como empresa competitiva, a companhia reavalia constantemente as operações em suas bases, como parte de um processo normal de ajuste de oferta e demanda. Desta forma, a companhia vem promovendo ajustes em sua malha, já anteriormente divulgados, levando em consideração, ainda, uma série de fatores que vão desde o aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, até questões de disponibilidade de frota, bem como o seu atual processo de reestruturação.
A Azul ressalta que todos os Clientes impactados pelas mudanças receberam a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)”.
Azul tem aprovação de tribunal dos EUA para financiamento
A Azul obteve a aprovação definitiva da Justiça dos Estados Unidos para acessar um financiamento de US$ 1,6 bilhão na modalidade debtor in possession (DIP), segundo informou a companhia aérea, que atualmente passa por processo de recuperação judicial no país.
A empresa também comunicou que protocolou um acordo com a arrendadora de aeronaves AerCap, responsável pela maior parte do seu passivo relacionado ao arrendamento de aviões.





