O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, tem apresentado um aumento significativo na incidência mundial nas últimas décadas, tornando-se um importante desafio para a saúde pública. No fim do último mês, a cantora Preta Gil foi mais uma vítima da doença após uma árdua luta de dois anos e meio.
Essa elevação de casos está associada a diversos fatores, incluindo mudanças no estilo de vida, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e envelhecimento da população. Segundo um artigo publicado por pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (INCA) na revista Frontiers in Oncology, existe um aumento previsto em 10% entre as pessoas de 30 a 69 anos até o ano de 2030.
Diante desse contexto, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) utiliza o Setembro Verde — mês dedicado à conscientização sobre o câncer de intestino — para destacar a importância de uma alimentação balanceada na prevenção desse tipo de tumor, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a segunda maior causa de mortes por câncer no mundo.
A doença costuma ser silenciosa e muitas vezes não é percebida, já que seus primeiros sintomas, como mudanças no funcionamento intestinal, podem ser facilmente negligenciados. Sintomas importantes, como constipação súbita, episódios incomuns de diarreia ou presença de sangue nas fezes, são indicativos que merecem atenção imediata.
O que é o câncer de intestino?
O câncer de intestino é um tipo de tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, que é a parte final do trato intestinal antes do ânus. É um dos tipos de câncer mais comuns no mundo, afetando tanto homens quanto mulheres.
Causas e fatores de risco:
- Idade: mais frequente em pessoas acima dos 50 anos, embora possa ocorrer em idades menores.
- Dieta: consumo elevado de carnes processadas, gorduras saturadas e baixa ingestão de fibras.
- Sedentarismo: a falta de exercícios físicos aumenta o risco.
- Obesidade: está associada a um maior risco de desenvolver a doença.
- Histórico familiar: pessoas com parentes próximos que tiveram câncer colorretal têm maior predisposição.
- Doenças inflamatórias intestinais: como a doença de Crohn e colite ulcerativa.
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool: aumentam o risco.






