O exame prático para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação passou por mudanças recentes, mas a retirada da tradicional prova da baliza ainda não é realidade em todo o país. Embora uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito tenha eliminado a exigência da manobra, parte dos estados segue aplicando o teste nos processos de habilitação.
Fim da baliza nas regras nacionais
A atualização do Contran determinou que os exames práticos não devem mais incluir a baliza, o uso de cones ou qualquer tipo de manobra em marcha à ré. A nova diretriz estabelece que o candidato precisa apenas finalizar o teste com uma parada simples: em linha reta, próximo ao meio-fio e respeitando a distância máxima de 50 centímetros da calçada.
Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito, dificuldades ao estacionar não representam, necessariamente, risco à segurança viária. A avaliação técnica considerou que muitos candidatos eram reprovados por erros mínimos na baliza, mesmo demonstrando capacidade para conduzir o veículo no trânsito cotidiano.
Estados ainda mantêm a exigência
Apesar da norma federal, a aplicação prática da mudança tem sido desigual. Atualmente, nove estados e o Distrito Federal já deixaram de cobrar a manobra nos exames. No entanto, outros 17 ainda mantêm a baliza como parte obrigatória da avaliação.
Os Departamentos Estaduais de Trânsito afirmam que aguardam a publicação do manual definitivo de procedimentos por parte da Senatran. O órgão informou que o documento deve ser divulgado até o fim da semana, o que deve uniformizar as provas em todo o país.
Debate entre especialistas e autoescolas
A retirada da baliza divide opiniões. Representantes de autoescolas e especialistas em educação no trânsito defendem que a manobra ajuda a desenvolver percepção espacial e controle do veículo, habilidades consideradas importantes para a formação do condutor.
Por outro lado, a nova resolução também autorizou o uso de veículos automáticos nos exames práticos, encerrando a exigência exclusiva de carros com câmbio manual.
Enquanto as regras não são totalmente padronizadas, candidatos como a estudante de administração Bárbara seguem se preparando para a prova da forma tradicional, treinando a baliza, mesmo sem a garantia de que ela será cobrada no dia do exame.






