O distrito de Ticrapo, localizado na província de Castrovirreyna, no Peru, despertou o interesse mundial em maio de 1939. Na ocasião, Lina Marcela Medina de Jurado, uma menina de apenas cinco anos, sete meses e 21 dias de idade, deu à luz a Gerardo. O fato fez com que ela se tornasse a mãe mais jovem já confirmada no planeta.
O curioso caso de Lina foi documentado pelo Dr. Edmundo Escomel na publicação La Presse Medicale. Segundo o médico, a peruana sofria de uma condição médica rara caracterizada por puberdade extremamente precoce. A suspeita é de que a menina tenha sofrido abuso sexual, mas Lina jamais revelou a identidade do pai de Gerardo.
A gravidez foi identificada depois que Tiburcio Medina, pai de Lina, notou um inchaço incomum no abdômen da filha e, inicialmente, buscou ajuda com curandeiros da região. Diante das orientações recebidas, a família procurou o hospital de Pisco, onde os médicos confirmaram que se tratava de uma gestação de sete meses.
Dois meses depois, no Dia das Mães no Peru, a menina passou por uma cesariana, procedimento necessário devido ao tamanho reduzido de sua pélvis. A cirurgia foi um sucesso e contou com a atuação dos doutores Lozada e Busalleu. Gerardo veio ao mundo com 2,7 quilogramas.
O que aconteceu após o nascimento?
Após a inesperada chegada de Gerardo, Lina permaneceu hospitalizada por longos onze meses. Após deixar o hospital, ela ainda era uma criança que preferia brincar com bonecas a cuidar do filho. O menino foi amamentado por uma enfermeira e criado pelo irmão de Lina, acreditando que ela era sua irmã até descobrir a verdade aos dez anos de idade.

Por onde andam Lina e Gerardo?
O nascimento de Gerardo atraiu grande atenção internacional, com diversas ofertas comerciais sendo feitas à família. Todas foram rejeitadas. Em 1972, já com 38 anos, Lina se casou com Raúl Jurado e teve seu segundo filho. Hoje ela vive em condições precárias em um bairro pobre de Lima, conhecido localmente como “Chicago Chico”.
Já Gerardo, que nunca teve o pai revelado, faleceu aos 40 anos em 1979. No Peru, o caso gerou diversas interpretações culturais e religiosas. Em algumas comunidades, Lina era comparada à Virgem Maria. Em outras, Gerardo seria filho do deus Sol.






