Um levantamento recente realizado pela Nós — Inteligência e Inovação Social mostra que o Nubank é hoje a instituição financeira mais lembrada e admirada pelos moradores de favelas brasileiras. A pesquisa revela que a fintech ultrapassou até mesmo a Caixa Econômica Federal, que sempre manteve forte presença entre beneficiários de programas sociais.
O “roxinho” como símbolo de inclusão
A força do Nubank nesses territórios não se deve apenas à facilidade digital, mas também à identificação simbólica construída com os clientes. O banco digital se consolidou como sinônimo de acessibilidade financeira em comunidades historicamente pouco atendidas pelas instituições tradicionais.
O estudo aponta que o Nubank atingiu quase 90 pontos no Net Promoter Score (NPS), índice que mede a fidelidade dos clientes — muito acima da média do setor, que gira em torno de 42. Logo atrás, o Banco Inter aparece com 84 pontos, com destaque para a praticidade, mas sem o mesmo impacto emocional. O PicPay também figura como alternativa digital relevante, associado à transparência, embora ainda distante da força do Nubank.
Caixa mantém relevância, mas grandes bancos perdem espaço
Entre as instituições tradicionais, a Caixa segue com peso importante. O banco lidera em critérios como confiança (31,8%) e acessibilidade (37,4%), reflexo do papel que desempenha na intermediação de políticas públicas. Já Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander registraram índices mais baixos em quase todos os quesitos, evidenciando a dificuldade em criar vínculo com consumidores das favelas.
Mulheres como público-chave
O levantamento mostra ainda que a relação mais forte do Nubank é com o público feminino. A comunicação simples, a ausência de tarifas e o atendimento descomplicado reforçam a identificação, especialmente entre mulheres responsáveis pelo orçamento doméstico.
Tendência de digitalização
Segundo os organizadores, ouviram-se 800 moradores de diferentes favelas, com metodologia que garante representatividade. Os dados confirmam uma mudança acelerada: o futuro das finanças nas periferias será cada vez mais digital, com foco em inclusão e vínculo emocional, fatores que hoje colocam o Nubank à frente da concorrência.






