Com o fim do Carnaval, o contribuinte já volta as atenções para outra obrigação: a declaração do Imposto de Renda. Embora a Receita Federal ainda não tenha oficializado o calendário deste ano, o período tradicionalmente começa em março e segue até o último dia útil de maio.
No ano passado, por exemplo, o envio foi permitido entre 17 de março e 30 de maio. A expectativa é de que o cronograma siga linha semelhante, mantendo o encerramento no fim de maio.
Informe de rendimentos sai antes
Antes mesmo da abertura do prazo de entrega, há uma etapa importante. O informe de rendimentos precisa ser disponibilizado por empregadores, bancos, corretoras, operadoras de saúde e também pelo INSS.
O documento deve ser fornecido até o último dia útil de fevereiro. Em 2026, o dia 28 cai em um sábado. Com isso, a data limite será antecipada para 27 de fevereiro.
Em nota, a Receita Federal reforçou que o comprovante deve ser entregue até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte ao pagamento dos rendimentos. Caso haja rescisão de contrato antes desse período, o documento precisa ser fornecido na ocasião do desligamento.
Quem deve entregar o documento
Trabalhadores com carteira assinada recebem o informe da empresa com o detalhamento de salários, bônus e comissões. Já as instituições financeiras enviam os dados sobre aplicações e rendimentos.
No caso de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios previdenciários, como o auxílio-doença, a responsabilidade é do INSS. O cumprimento do prazo é fundamental para evitar atrasos quando a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física for liberada.
O que precisa constar no informe?
O informe de rendimentos deve apresentar nome completo do contribuinte, número do CPF, descrição das fontes de renda, valores tributáveis e descontos de INSS. Essas informações são utilizadas pela Receita Federal para cruzamento de dados.
Eventuais divergências podem levar o contribuinte à malha fina. Por isso, é recomendável conferir cada item antes de enviar a declaração.
Organização evita problemas
Mesmo antes da divulgação oficial do calendário, especialistas orientam a reunir documentos com antecedência. Separar comprovantes e checar os informes recebidos ajuda a reduzir erros.
Com a entrega tradicionalmente encerrada em maio, quem se prepara cedo tende a enfrentar menos imprevistos. A atenção aos prazos e às informações declaradas continua sendo a melhor estratégia para evitar pendências com o Fisco.






