Em maio de 2024, grande parte da população sofreu com os impactos causados por uma enchente histórica que devastou cidades, provocando danos em diversas estruturas e deixando centenas de mortos.
E por conta de um relatório recente, divulgado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), a população gaúcha voltou a temer a possibilidade de que o problema volte a ocorrer, já que o documento apresentou informações sobre a formação do fenômeno “El Niño”.
Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno, que impacta o clima global, costuma elevar a umidade no Sul do Brasil e deve se formar entre os meses de junho e agosto, que é um período marcado por muitas chuvas.
Apesar disso, conforme divulgado pelo portal GZH, especialistas ressaltam que não há como confirmar que a formação do “El Niño” pode resultar em uma nova catástrofe, uma vez que ainda é cedo para prever a intensidade do novo episódio.
Profissionais em meteorologia também relembraram que a enchente de 2024 não foi influenciada apenas pelo fenômeno, mas sim por uma combinação de diversos outros fatores. Portanto, os riscos ainda não são elevados.
Mesmo com baixo risco de enchentes, especialistas pedem cautela
Ainda de acordo com as informações divulgadas pelo GZH, especialistas ressaltaram que, mesmo sem a emissão de alerta imediato, o Rio Grande do Sul ainda deve se preparar para enfrentar possíveis situações extremas.
Afinal, a falta de organização para lidar com chuvas intensas se configura como um dos principais fatores que favorecem a ocorrência de enchentes, uma vez que a contenção da situação se torna mais difícil quando os danos já estão ocorrendo.
Em nota, a Defesa Civil do estado afirmou estar ciente da possibilidade do “El Niño” impactar o tempo na região, causando uma precipitação volumosa, e assegurou que a evolução das condições ficará sob constante monitoramento.






