A SAF do Botafogo foi oficialmente colocada à venda em um movimento que surpreendeu o futebol brasileiro. O anúncio foi feito pela consultoria britânica Cork Gully, atual administradora da holding Eagle Football, por meio de um comunicado publicado no tradicional jornal Financial Times, indicando que o clube carioca está entre os ativos disponíveis para negociação.
A decisão ocorre após a Cork Gully assumir a administração da Eagle Football Holdings Bidco, empresa que controla o Botafogo e outros clubes internacionais. No anúncio, a companhia informou que está colocando à venda participações majoritárias em três equipes: o Botafogo, o Olympique Lyonnais e o RWDM Brussels, abrindo espaço para investidores interessados enviarem propostas formais.

O Botafogo é descrito pela Cork Gully como “um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro”. A Ares, credora da holding responsável pelo controle do clube, acionou um dispositivo previsto na legislação inglesa para indicar administradores judiciais independentes. Com isso, John Textor deixou de ter autonomia para promover alterações na estrutura da holding.
A decisão foi adotada no fim de março pelos credores da Eagle Bidco, após mais de dez episódios de inadimplência e várias tentativas sem sucesso de solucionar a situação. Segundo a Ares, conforme apuração do ge, John Textor apresentou um histórico de “gestão inconsistente” e “descumprimento de exigências regulatórias”.
Dívida bilionária e cenário preocupante no Botafogo
O contexto financeiro ajuda a explicar o momento delicado da SAF. Um laudo recente apontou que o Botafogo possui uma dívida de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, sendo grande parte com vencimento no curto prazo. O documento classifica a situação como preocupante e evidencia desafios significativos para a sustentabilidade do clube.
Além do impacto financeiro, o estudo também projeta dificuldades esportivas nos próximos anos. Segundo a análise, o Botafogo pode ficar fora da Copa Libertadores até 2035, o que representaria não apenas uma perda esportiva, mas também uma queda importante de receitas e visibilidade internacional, agravando ainda mais o cenário da SAF.






